10 de out. de 2011

Os cabeleireiros mais caros do Brasil

O inglês Lee Stafford é conhecido como o cabeleireiro mais caro do mundo. Para cortar com ele, em seu salão em Londres, só tendo muito dinheiro. Ele cobra nada menos que US$ 3.900 pelo Couture Cut, o corte acompanhado de champanhe e hors d’oeuvres (aperitivos franceses).


No Brasil, nenhum hairstylist cobra uma quantia tão exorbitante quanto esta. Mas isso nem de longe significa que seus serviços podem ser usufruídos por todos. Quem quiser entregar as madeixas nas mãos dos mais badalados cabeleireiros deve se preparar para gastar. E muito.

Líderes do ranking
Proprietário do salão HBD Spa, no bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro, Dudu Meckelburg cobra R$ 500 pelo corte. Seu nome não é tão conhecido do grande público, mas ele assinou, por exemplo, as caracterizações de Patrícia Pillar como Salomé, no teatro, e de Reynaldo Gianecchini em A Peça Sobre o Bebê. Dudu também já foi o responsável pela beleza de desfiles como da Chanel, em Paris, e de Gianfranco Ferrè, em Milão.

Praticamente tão famoso quanto suas clientes, Marco Antonio di Biaggi aparece na segunda posição. Quer fazer como Adriane Galisteu, Isabeli Fontana e Carolina Dieckmann, entre outras beldades, e cortar as madeixas com o estrelado hairstylist? Pois se prepare para gastar R$ 480, e neste valor estão incluídos apenas o corte e a lavagem.





Wanderley Nunes, o preferido de Sandy, Guilhermina Guinle e Cláudia Raia e dono da rede Studio W, cobra R$ 400 apenas pelo corte. A lavagem custa R$ 25 extras. Logo em seguida, aparece o expert Mauro Freire, que é o representante brasileiro na linha Cocriações da Seda. Ele recebe R$ 420 pelo pacote lavar, cortar e secar, e entre suas clientes, destacam-se Cléo Pires, Eliana e Marília Gabriela.





Nem tão caros assim
O angolano Viktor I, que tem dois endereços do salão Vimax Beauty, um em São Paulo e outro em Curitiba, também aparece na lista. Com talento reconhecido e premiado no Brasil e no exterior, o hairstylist já integrou a equipe de beleza de desfiles de grifes como Versace, Christian Dior, Gucci e Jean Paul Gaultier e participou ainda de campanhas publicitárias e editoriais de revistas, como Elle, Vogue e Marie Claire. Na filial paulistana, onde Viktor fica de segunda a quinta-feira, o corte com ele sai por R$ 334 (+ R$ 16 da lavagem, somando então R$ 350). Na capital paranaense, o hairstylist atende sexta-feira e sábado e o preço cai para R$ 250 (+ R$ 14 da lavagem).
Já quem preferir cortar as madeixas com Celso Kamura, cabeleireiro da presidente Dilma Houssef e das belas Angélica e Grazi Massafera, irá desembolsar R$ 320 em seu salão em São Paulo.Este é o mesmo valor cobrado por Marcos Proença, que também atende na capital paulista e é o responsável pelo bem sucedido look da personagem Natalie Lamour (Deborah Secco), e Tiago Parente, sócio do carioca Fashion Clinic e hairstylist de Luiza Brunet.
O Crystal Hair é outro representante carioca, mas que cobra um pouco menos pelo serviço: aproximadamente R$ 290. Entre os principais profissionais do espaço, destacam-se Felipe Freitas – que atende as atrizes Daniele Winits e Fernanda Paes Leme –, Washington Bueno (responsável pelas madeixas de Maytê Proença) e a colorista Branca di Lorenzo, que tem uma vasta lista de clientes famosos, incluindo Carolina Dieckmann, Guilhermina Guinle, Christine Fernandes e Andréa Beltrão.
Eleito por Vanessa da Mata, Cláudia Raia, Maitê Piragibe e Malu Mader, Glecciano Luz é dono do Espaço que leva seu nome na Barra da Tijuca. Quem quiser mudar o corte seguindo os passos dessas celebridades terá de desembolsar pelo menos R$ 200.
No Ophicina do Cabelo, no Shopping Leblon, o preço também gira em torno de R$ 200. O salão é a casa do profissional David Mello, o escolhido de Priscila Fantin. Também fazem parte do casting do Ophicina os hairstylists John Garcia, que atende as jornalistas Renata Ceribelli e Fátima Bernardes, e o colorista Bruno Moura, que trabalha com Larissa Maciel, além de Wagner Lisboa, conhecido por desenvolver técnicas de luzes e alisamento que não prejudicam os fios.

3 de out. de 2011

Os cortes para a temporada de verão

Fergie, apareceu com o cabelo curto para a inauguração de sua estátua de cera no museu Madame Tussaud de Las Vegas.


Antonia Fontenelle recentemente retirou o megahair e voltou a usar o estilo


Paula Bulamarqui também aderiu ao corte


Gabriela Duarte


Eliana


Eva Mendes


Luiza Brunet


As versões mais lisas e compridas:


Jennifer Aniston


Jenny Mc Carthy


Jessica Alba


Gloria Pires


O corte na altura do ombro é muito versátil. Fica lindo liso ou com babyliss… É muito adotado por pessoas com o cabelo naturamente cacheado; já que as ondas dão um ar de feminilidade e descontração, além disso, disfarçam o frizz.
É o chamado Long Bob, que na verdade é uma releitura do Bob, muito usado nos anos 20. A diferença está no comprimento que, na versão moderna, fica mais longo.
Usar o Long Bob com risca no meio transmite controle e equilíbrio. Já repartido de lado passa mais energia e dinamismo.
Continuará fazendo sucesso no próximo verão, assim como o chanel com pontas desbastadas e os cortes curtíssimos – look Boyish.




Para modernizar o chanel, use-o com as pontas desbastadas e com a risca lateral. Outro truque é, deixar a franja com leve ondulação.


As pomadas finalizadoras são essenciais para estilizar esse cabelo. O retoque no corte dve ser feito a cada 20 dias.




Esse estilo fica bem  em pessoas com o rosto anguloso e traços delicados. A franja mais longa, diminui rostos muito longos e disfarça o nariz proeminente.




Ao que tudo indica, os cabelos curtos e médios predominarão!
E as mulheres ficarão ainda mais atraentes e sedutoras…

27 de set. de 2011

A beleza compensa

Novos estudos mostram que a aparência é fator determinante no sucesso profissional – e que não há nada errado em usá-la

Confira a seguir um trecho dessa reportagem que pode ser lida na íntegra na edição da revista Época de 23/setembro/2011

Num planeta de quase 7 bilhões de habitantes, nosso planeta, há uma elite de aproximadamente 200 milhões de pessoas que não se destaca pela fortuna, pelo poder ou pela inteligência – mas que constitui, ainda assim, um grupo privilegiado, cuja vida é mais fácil e mais promissora. Eles recebem mais atenção quando crianças, tendem a ser mais populares na adolescência, conseguem amor e sexo mais fácil quando se tornam adultos e, segundo as pesquisas, ganham melhor na carreira profissional e têm facilidade para se casar com gente rica. Contra os privilégios desse grupo, presente em todas as sociedades e classes sociais, não há mobilização política ou denúncias. Sua influência é tão antiga como a existência do homem e, nos últimos séculos, só fez crescer. Em vez de combatê-la, a maioria tenta, desesperadamente, integrar-se à minoria formada por 2% dos homens e 3% das mulheres – a das pessoas extraordinariamente bonitas.
Dois livros publicados no exterior nas últimas semanas capturam na exata medida os privilégios que cercam esse grupo restrito: Beauty pays: why atractive people are more successful (A beleza rende, por que as pessoas atraentes têm mais sucesso), do economista americano Daniel Hamermesh, e Honey money: the power of erotic capital (Dinheiro doce, o poder do capital erótico), da socióloga inglesa Catherine Hakim. Amparadas em dezenas de pesquisas e cuidadosamente embaladas para causar impacto, as duas obras sustentam, com abordagens diferentes, a mesma tese: tanto na vida pessoal quanto na vida profissional, as pessoas bonitas obtêm vantagens econômicas quantificáveis. Sempre se soube que os seres humanos excepcionalmente bonitos gozavam alguns privilégios em relação aos demais. Agora, o senso comum tornou-se mensurável.
Para captar esse fenômeno, Hakim, professora da London School of Economics,
criou o conceito de “capital erótico”, que envolve, além da beleza física, virtudes como charme, desenvoltura, elegância e sensualidade (leia o quadro abaixo). É uma adição atrevida às três formas de capital consagradas pelo sociólogo francês Pierre Bourdieu: o capital econômico (o que temos), o capital humano (o que sabemos) e o capital social (quem conhecemos). Hakim diz que as pesquisas realizadas nos Estados Unidos e no Canadá demonstram claramente que homens atraentes (quer dizer, com mais capital erótico) ganham entre 14% e 27% mais que os homens não atraentes – considerando que tudo o mais entre eles seja equivalente. Para as mulheres, a diferença varia entre 12% e 20%. “É uma coisa tremenda”, disse ela a ÉPOCA. “Como fator absoluto, apenas a inteligência, medida por testes de Q.I., tem uma influência tão direta na renda.”
Hamermesh, um respeitado especialista em salários da Universidade do Texas, é mais comedido. Ele estuda apenas os efeitos da beleza facial, sem misturá-la a outros fatores. Sua principal preocupação, como economista, é demonstrar que a beleza tem valor de mercado. Primeiro, por ser universalmente reconhecível. “Ela parece subjetiva, mas não é”, diz ele. “Tendemos a concordar espantosamente em relação às pessoas que são realmente bonitas.” O outro pilar na sustentação teórica do valor da beleza está na escassez. Os 2% ou 3% de pessoas bonitas na população são raros o suficiente para que haja mais demanda do que oferta por elas. Logo, criam-se um mercado e um valor mensurável para a beleza humana. Hamermesh calcula que, na média, ao longo de uma vida inteira de trabalho, um profissional de ótima aparência receba, nos Estados Unidos, cerca de US$ 230 mil (algo como R$ 400 mil) a mais que alguém de má aparência. “É um pouco menos do que a vantagem conferida por uma boa educação universitária”, disse ele a ÉPOCA. “Não é tudo, mas faz uma grande diferença.”
Fonte: Revista Época